segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cada um tem sua parcela de culpa

   Bom, todos nós estamos carecas e gagás de saber que o meio ambiente está em constantes transformações e que, as mudanças atuais não estão sendo "tão agradáveis assim".
   Os incontáveis despejos de resíduos químicos nos leitos dos rios e mares, bem como a quantidade absurda de gases tóxicos, entre eles o CO2 estão fazendo nossa casa...EPA! Vou mudar o modo de falar! Tô parecendo um ambientalista hipócrita que discursa sobre preservação ambiental e anda de carro movido por combustíveis fósseis, usa energia elétrica até para escovar os dentes e não dispensa um bom produto industrializado.
   Vou começar de novo. Todos nós sabemos que a situação da nossa Terra, amada por uns e deixada de lado por outros, está perecendo num vale de destruição sem fim. Eu não não vim aqui expor meus comentários para revolucionar um mundo cheio de gente que não suporta ouvir e acatar opinião
 alheias não! Pelo contrário. Vim falar para os poucos que ainda se sensibilizam com o modo que estão tratando os nossos animais, rios, mares e reservas naturais. Creio eu que a burrice começou aqui no Brasil (sem ofensa ao meu bom velho Cabral ) quando o Pedro Álvares Cabral avistou nossas terras. Penso eu que em vez de terra à vista ele pensou (e gritou) Bufunfa a vista! E foram séculos de exploração, não só do nosso povo, mas também de tudo que se movia ou estava plantado em nossas terras. Eu vivo numa área que corresponde a área antes coberta por Mata Atlântica. É fato que inúmeras medidas foram tomadas para proteger o pouco que restou dessa mata. Mas eu fico pensando no quanto isso tudo aqui era belo e exuberante com toda a floresta na sua essência.
   E então vejo muita gente fazendo piadinha de mal gosto sobre português. - Português é burro e o escambal (com a licença poética necessária), que português se deixa enganar. Se isso é verdade então é verdade, também, que herdamos toda a "burrice" desses portugueses. Não é mesmo verdade?
   Pare para pensar em quantas vezes paramos para separar o lixo por classificação? Eu mesmo tenho preguiça para fazer isso! Quantas vezes paramos para juntar as folhas secas do quintal e colocá-las para a coleta seletiva levar para o beleléu? É difícil, eu sei. Até mesmo porque, é muito mais fácil pôr fogo e todas aquelas folhinhas incômodas viram cinzas e deixam de sujar sua varanda limpinha. Mas aquele foguinho que vira fogaréu leva todos os gases que não podem subir para a atmosfera, até a famosíssima camada de ozônio e o resultado vocês já conhecem: ou abre um buraco nela ou então aumenta o aquecimento global.


   UFA! Falei demais, eu sei! Mas ainda não acabei, por isso pega lá na sua geladeira um suquinho e us biscoitos e trata de sentar aí nessa cadeira e ler o que ainda tem pela frente. (Porque com certeza vc estaria, nesse momento assistindo algum programa de TV sem nenhum valor educativo - RSRS!)


   Depois disso tudo eu pergunto: Quantas vezes você já parou para pensar que não poderá haver água no futuro para os seus filhos, ou netos. Por que toda a água que um dia existiu você e toda a sua geração inconseqüente poluiu ou desperdiçou?
   Quantas vezes você parou para pensar no números de doenças que vão reaparecer e dizimar metade da população mundial por que você não quis poupar água para as próximas gerações?
   Como vai ficar horrível todas aquelas paisagens que um dia você se deleitou nas suas férias e as poucas que tiverem beleza vão ser fortemente protegidas por forças armadas para uso exclusivo da elite?
   Eu parei para pensar... e não gostei do que vi aqui na minha imaginação fértil! Com certeza será um mundo triste, completamente cinza e cheio de dor. Aproveite enquanto você tem sua casa, sua cama  e comida na mesa, pois haverão dias em que você será forçado a dormir com fome porque a ajuda humanitária não passou mais uma vez com a marmita do dia.


   Eu não sou perfeito, nem moralista, nem um defensor ativo das questões ambientais. Mais tenho consciência dos meus atos e de tudo que eles acarretarão.  Com esse texto eu espero que mais pessoas se unam a mim para divulgar, pensar e repensar nas atitudes e em tudo que somos capazes de fazer e exigir das pessoas que estão no poder para mudar nossa situação ambiental. Não demore para pensar porque falta muito pouco para a situação do planeta se tornar inversível.


   A todos, muito obrigado. Volto a escrever depois das minhas férias, em fevereiro. R. Theodoro.

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